Plano de classificação

Forma Autorizada do Nome:Santos, Ary dosTipo de Entidade:Pessoa SingularOutras Formas do Nome:Santos, José Carlos Ary dosHistória:José Carlos Pereira Ary dos Santos GOIH (Lisboa, 7 de Dezembro de 1937 — Lisboa, 18 de Janeiro de 1984) foi um poeta e declamador português. Iniciou a sua instrução no Colégio Infante Sagres, em Lisboa, mas, tendo sido expulso por mau comportamento, passou para o colégio jesuíta Nun'Álvares, em Caldas da Saúde, Santo Tirso. Mais tarde regressou aos estudos em Lisboa, no Colégio São João de Brito, onde foi um dos primeiros estudantes. Após a morte da mãe viu publicados, pela mão de familiares, alguns dos seus poemas; tinha então 14 anos. Exerceu as mais variadas actividades, desde vender máquinas para pastilhas elásticas a empregado numa empresa de publicidade. Frequentou as Faculdades de Direito e Letras, mas nunca acabou os cursos. A sua estreia literária efetiva dá-se com a publicação de "A Liturgia do Sangue". Em 1969 adere ao Partido Comunista Português, com qual participa activamente nas sessões de poesia do então intitulado Canto Livre Perseguido. Através da música chegará ao grande público, ficando para a história da música portuguesa por ter escrito poemas de quatro canções vencedoras do Festival RTP da Canção e apuradas para representarem Portugal no Festival Eurovisão da Canção: Desfolhada Portuguesa, Menina do Alto da Serra, Tourada e Portugal no Coração. Com Fernando Tordo escreve mais de 100 poemas para canções do músico e o duo Tordo/Ary continua a ser, até hoje, um dos mais profícuos da História da Música Portuguesa. Após o 25 de Abril, torna-se um activo dinamizador cultural da esquerda, percorrendo o país de lés a lés. No Verão Quente de 1975, juntamente com militantes da UDP e de outras forças radicais, envolve-se no assalto à Embaixada de Espanha, em Lisboa. Autor de mais de seiscentos poemas para canções, Ary dos Santos fez no meio muitos amigos. Gravou, ele próprio, textos ou poemas de e com muitos outros autores e intérpretes. Notabilizou-se também como declamador. A 4 de Outubro de 2004 foi feito Grande-Oficial da Ordem do Infante D. Henrique a título póstumoData de Criação:2019-06-21