Plano de classificação

Forma Autorizada do Nome:Dantas, JúlioTipo de Entidade:Pessoa SingularHistória:Júlio Dantas estudou no Colégio Militar, em Lisboa, em 1887, de seguida cursou Medicina na Escola Médico-Cirúrgica de Lisboa, que concluiu em 1900 com uma tese intitulada Pintores e poetas de Rilhafoles. Pouco depois ingressou no Exército Português, sendo oficial médico a partir de 1902. A carreira de medicina militar, onde optou por uma prática no campo de psiquiatria, não o absorveu: dedicou-se simultaneamente à literatura e a uma intensa atividade intelectual e social, que o tornou conhecido nos meios políticos e nos círculos cultos de Lisboa. Em 1905 foi eleito deputado às Cortes. Na literatura revelou-se um verdadeiro polígrafo, dedicando-se aos mais variados géneros literários, desde a poesia, o teatro, o conto, o romance e a crónica até ao ensaio. Alcançou grandes êxitos com as suas peças teatrais, com obras como A Severa, A Ceia dos Cardeais (obra que foi traduzida para mais de 20 línguas),Rosas de Todo o Ano e O Reposteiro Verde. Publicou o seu primeiro artigo em 1893 no jornal Novidades, e o seu primeiro livro de versos em 1897. A maior parte das suas obras de teatro e novelas são sobre o passado histórico, mas as suas melhores obras, Paço de Veiros (1903) ou O Reposteiro Verde (1921) estão escritas num estilo naturalista. Foi sócio correspondente da Academia das Ciências de Lisboa a partir de 1908, sócio efetivo desde 1913, presidente a partir de 1922. Por várias vezes foi escolhido para presidente da instituição. Em 1949 recebeu o título de Doutor Honoris Causa pela Universidade do Brasil, título que em 1954 também lhe foi atribuído pela Universidade de Coimbra. Aceitou também uma carreira no ensino artístico e foi diretor do Conservatório Nacional de Lisboa, sendo ali professor de História da Literatura e diretor da Secção de Arte Dramática. A 14 de Fevereiro de 1920 foi feito Grande-Oficial da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada. Foi Ministro da Instrução Pública no Outono de 1920, no governo presidido por António Granjo, e Ministro dos Negócios Estrangeiros no governo de Cunha Leal, no Inverno de 1921-1922, e novamente em 1923 no governo de Ginestal Machado. A 14 de Fevereiro de 1930 foi agraciado com a Grã-Cruz da Ordem Militar de Cristo e a 21 de Março do mesmo ano foi elevado a Grã-Cruz da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada. Em 1938-1940 presidiu à Comissão Executiva dos Centenários, dirigindo a Exposição do Mundo Português que teve lugar em Lisboa. Em 1941 foi um dos Embaixadores Especiais enviados ao Brasil para dignificar a cultura de Portugal e em 1949 foi nomeado embaixador de Portugal no Rio de Janeiro. Nessas funções teve papel destacado na elaboração de um acordo ortográfico com o Brasil. Foi um dos fundadores da Sociedade de Escritores e Compositores Teatrais Portugueses, a SECTP, que deu origem à Sociedade Portuguesa de Autores (SPA), de que foi o primeiro presidenteFunções, Ocupações e Actividades:Médico militar1908 - Sócio correspondente da Academia das Ciências de Lisboa1920 - Ministro da Instrução Pública 1921-22. 1923 - Ministro dos Negócios Estrangeiros1922-1961 - Presidente da Academia das Ciências de Lisboa1949 - Embaixador de Portugal no BrasilRegras e/ou Convenções:ISAAR (CPF)ODA, ponto 14.A2. (3ª versão, 2011)Data de Criação:2015-03-31Notas de Manutenção:Revisto por Paula Almeida