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Forma Autorizada do Nome:
Bombarda, Miguel
Tipo de Entidade:
Pessoa Singular
Outras Formas do Nome:
Bombarda, Miguel Augusto
História:
Miguel Augusto Bombarda, filho de António Pedro Bombarda e de Maria Teresa Bombarda, nasceu no Rio de Janeiro, Brasil, a 6 de Março de 1851, mas naturaliza-se português em 1877, ano em que conclui o curso de Medicina na Escola Médico-Cirúrgica de Lisboa, de que se torna professor em 1880 lecionando, durante largos anos, a cadeira de Fisiologia e Histologia, dando um importante contributo para a reforma dos estudos médicos. Colabora ainda ativamente na construção do novo edifício da Escola Médica inaugurado em 1906.
Dedicou-se, especialmente, às enfermidades do sistema nervoso, tendo sido convidado para dirigir o Hospital de Rilhafoles em 1892, 1º hospital psiquiátrico fundado em Portugal no ano de 1848. Nessas funções reorganiza e melhora esta instituição que em 1911, já depois da sua morte, evolui para Hospital Miguel Bombarda entretanto encerrado em 2011. Abre um curso livre de psiquiatria em 1896, ao mesmo tempo que exerce as funções de cirurgião hospitalar. Foi igualmente médico do Hospital de S. José.
Fez parte de várias instituições como o Conselho Superior de Higiene, a Sociedade Portuguesa de Ciências Naturais, da qual foi presidente, e o Conselho de Medicina Legal. Foi secretário-geral da Liga Nacional contra a Tuberculose. Presidiu à Academia Real das Ciências Médicas de Lisboa. Notabiliza-se na organização do XV Congresso de Medicina de Lisboa, que teve lugar em 1906.
Fundador da Revista Medicina Contemporânea com Sousa Martins e Manuel Bento de Sousa, é autor de várias obras de referência, publicando várias dezenas de títulos e cerca de meio milhar de ensaios, onde se debruça sobre os problemas clínicos terapêuticos e sanitários e sobre a Psiquiatria. Defensor do Anticlericalismo e do Monismo, naturalista e materialista, provocou polémica quando editou o livro, A Consciência e o Livre Arbítrio, em 1897.
É inquestionavelmente considerado pelos historiadores como o médico português mais prestigiado pelos seus pares e o mais famoso entre a população na sua época, inaugurando a figura do médico com forte visibilidade pública, social e política, que teve vários continuadores, em especial na primeira metade do século XX.
Em 1908 é eleito deputado ainda como monárquico, tornando-se no ano seguinte membro do Partido Republicano Português e eleito deputado republicano nas eleições de agosto de 1910. Nesse mesmo ano torna-se membro do comité revolucionário para implantação da República em Portugal e considerado o seu chefe civil, mas não chega a assistir à vitória dos republicanos por ter sido assassinado no seu gabinete no Hospital de Rilhafoles, por um doente mental em 3 de outubro de 1910, poucas horas antes do início da revolta
Funções, Ocupações e Actividades:
Médico
Cientista
Político
Professor
Regras e/ou Convenções:
ISAAR
Data de Criação:
2014-04-02
Registos adjacentes
- Barradas, António
- Batista, Francisco Nunes da Silva
- Bartrina Thomas, José Maria
- Bártolo, Flávia Raquel Prado Gonçalves
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