Plano de classificação

Forma Autorizada do Nome:Câmara, Leal daTipo de Entidade:Pessoa SingularOutras Formas do Nome:Câmara, Tomás Leal daCâmara, Tomás Júlio Leal daHistória:Tomás Júlio Leal da Câmara (Pangim, Índia Portuguesa, 30 de Novembro de 1876 — Rinchoa, 21 de Julho de 1948) foi um pintor e caricaturista português. Chegado a Lisboa com quatro anos de idade, veio a revelar, desde muito cedo, especial aptidão para o desenho, principalmente a caricatura. Frequentou o Instituto de Agronomia e Medicina Veterinária, que abandonou em 1896 para se dedicar à defesa do ideal republicano. Colaborou em vários jornais da época como "O Inferno — Jornal de Arte e Crítica", "A Marselhesa", "A Sátira", "A Corja" e "O Diabo". onde as críticas violentas à Monarquia e à Igreja provocaram a suspensão das publicações. Considerado inimigo da instituição Monárquica, foi forçado a exilar-se em Madrid e depois em Paris, onde se fixou a partir de 1900, colaborando no grande jornal de caricaturas "L'Assiette au Beurre", e finalmente na Bélgica, alcançando então o reconhecimento a nível europeu. Durante a sua estada em Madrid manteve uma amizade com o poeta modernista Rubén Darío. Depois da Revolução Republicana de 5 de Outubro de 1910 pôde finalmente regressar a Portugal, fixando-se no Porto, onde continua colaborar com importantes revistas de então. Fez uma exposição individual das suas obras em Lisboa, em 1912 e em 1915 tornou-se animador de grupo de artistas "Os Fantasistas", promovendo uma exposição no Palácio da Bolsa, Porto, no ano imediato. Em 1917 organizou uma exposição modernista sobre o tema «Arte e Guerra». Esteve no Brasil em 1922 e, de volta a Portugal, dedicou-se a representar, em desenhos e aguarelas, figuras populares da zona saloia. Ilustrou ainda contos para crianças, o que lhe terá despertado o interesse pelos assuntos infantis que se manifestaria na decoração do Jardins-Escola João de Deus. Viu o seu nome consagrado ainda em vida pela Sociedade de Belas-ArtesData de Criação:2012-04-10