Plano de classificação

Forma Autorizada do Nome:Baraona, Joaquim António PereiraTipo de Entidade:Pessoa SingularOutras Formas do Nome:Comendador Joaquim BaraonaHistória:Joaquim António Pereira Baraona, mais conhecido como Comendador Joaquim Baraona, foi um erudito, académico, escritor, diplomata, político, empresário e benfeitor português nascido em Ourique em 1930. Filho de José Godinho Baraona e Cecília Maria Pereira Baraona, frequentou a Escola Primária em Ourique, o Colégio Luis de Camões em Lisboa e o Instituto Industrial de Lisboa, tendo concluído vários outros estudos em Portugal e no estrangeiro. Fixar-se-ia em Cascais, onde veio criar a Conservatória do Registo Predial, sendo de destacar o seu trabalho enquanto Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Cascais, entre 1971 e 1974, na condição do qual promoveria a transformação do velho hospital numa das mais avançadas unidades hospitalares do país, a criação da creche da Misericórdia e a construção do Bairro Maria, em Alvide, destinado a alojar mais de 100 famílias pobres, entre outros. Como reconhecimento pelos serviços prestados, viria a ser agraciado com o título de Irmão Honorário daquela instituição. Ainda no concelho, dirigiu o jornal “A Nossa Terra”, integrou a Academia de Artes e Letras do Estoril e exerceu os cargos de conselheiro municipal e de presidente da Assembleia Geral dos Bombeiros Voluntários de Cascais, do Grupo Dramático e Sportivo de Cascais e do Rotary Clube de Cascais-Estoril, do qual foi um dos fundadores e sobre o qual escreveria a obra “Rotary Clube de Cascais-Estoril: meio século ao serviço de Cascais, da comunidade e do Rotary Internacional”, apresentada na sua última aparição pública em 2018-05-05. Envolver-se-ia, ainda, na criação e promoção de inúmeras academias e associações no concelho, vindo a ser agraciado com a Medalha de Honra de Cascais em 2009, ano em que a Câmara Municipal de Cascais batizaria uma rotunda com o seu nome. Em 1974 foi condecorado pela Presidência da República com o grau de Comendador na Ordem do Mérito, distinção máxima existente na área da benemerência. Cerca de um ano mais tarde, ver-se-ia forçado a abandonar o país, escolhendo residir na cidade brasileira de Vitória, para a qual seria nomeado vice-cônsul de Portugal em 1980, tendo ali exercido igualmente como empresário e impulsionado a geminação da cidade com Cascais. Em 1992 foi agraciado com a Ordem do Mérito Judiciário do Trabalho, pelo Tribunal Superior do Trabalho do Brasil, tendo ainda recebido a Comenda Jerônimo Monteiro do Estado de Espírito Santo e a Ordem de Mérito de Belas-Artes da Universidade do Rio de Janeiro. Faleceu em Cascais no ano de 2018, vindo a ser homenageado, quatro anos mais tarde, pela Câmara Municipal de Ourique, cujo presidente reconheceu Joaquim Baraona como “um ouriquense de referência que se afirmou um pouco por todo o mundo”Regras e/ou Convenções:ODA, ponto 14.A2. (3ª versão, 2011)Data de Criação:2009-05-18