Plano de classificação

Villa Montrose, no Monte EstorilData de Produção Inicial:1984Nível de Descrição:Documento compostoExtensão/Dimensão:2 f.; 157 x 210 mmSuporte:PapelMenções de Responsabilidade:Silva, Raquel Henriques daFunção: AutorMiravent, LuísFunção: FotógrafoJúdice, A. TeixeiraFunção: DesenhadorReynolds, ThomasFunção: ProprietárioJohn, EduardFunção: ProprietárioDemoustier, GeorgeFunção: ProprietárioÂmbito e Conteúdo:Data: c. 1890.
Tipologia: Chalet com casa dos caseiros e cocheira. De acordo com Raquel Henriques da Silva a «Vivenda Montrose ergue-se na parte alta [do Monte Estoril] e é hoje um dos vestígios do núcleo habitacional que na época se implantou à volta do "lago" Ostende. Embora empobrecido, este chalet é o que melhor transmite uma vivência ambiental, enterrado num quase ninho de vegetação densa, enquadrado em ruas que são ruelas, para elas aberto através dos ângulos irregulares das velhas pedras que desenham muros comunicantes».
História: Em 1890, a Companhia Monte Estoril edificou um conjunto de chalets que deram um novo charme ao Monte Estoril. A Villa Montrose foi um deles. Thomas Reynolds, um dos fundadores da indústria portuguesa da cortiça, foi o seu primeiro proprietário. Foi nesta casa, cedida pela família Reynolds, que a Rainha D. Maria Pia se instalou em 1892, para veranear nos Estoris. Em 1900, o banqueiro Eduard John adquiriu a Villa Montrose e também os terrenos circundantes para empreender a construção de um luxuoso jardim romântico. Em 1916, o chalet passou a ser propriedade do vice-cônsul da Bélgica, George Demoustier, tendo permanecido na posse da sua família até inícios do século XXI. Situada na parte alta do Monte Estoril, é hoje um dos vestígios do núcleo habitacional que, na época, se implantou à volta do “lago” Ostende. O chalet, que acolheu monarcas e albergou reconhecidos empresários, banqueiros e cônsules, renasceu para acolher um condomínio residencial . Além de uma história riquíssima, o luxuoso chalet e o seu jardim são um património do novo condomínio. O antigo chalet foi totalmente recuperado, mantendo a arquitetura inicial. As áreas onde estavam anteriormente instaladas a casa dos caseiros e a cocheira foram integralmente reconstruídas. A poucos passos da Avenida de Saboia, no centro do Monte Estoril, a nova Villa Montrose potencia agora os mais de 5 mil metros quadrados da propriedade para oferecer residências exclusivas, integradas num jardim romântico, piscinas e vista para o oceano. Em 2020, a Villa Montrose foi candidata ao Prémio Nacional de Reabilitação Urbana na categoria de melhor Intervenção de Uso Residencial.
Tradição documental:OriginalTipologia documental:FichaEstado de Conservação:BomPaís:PortugalLocalização geográfica:Distrito/Região autónoma: LisboaConcelho: CascaisFreguesia: União das Freguesias de Cascais e EstorilLocalidade:Monte EstorilLocal:Rua Mondariz, 107 e 137 (atuais) - Villa MontroseRua Alegre, 80 (atual)Avenida dos Estrangeiros, 44 (atual)Descritores:Arquitetura de veraneioCasa MontroseNotas:Data de Produção Inicial aproximada.Fontes e Bibliografia:Rota da Arquitetura de Veraneio do Monte Estoril. Disponível na internet:URL: https://www.cascais.pt/sites/default/files/anexos/gerais/new/2017_patrimonio_rota_veraneio_0.pdf._patrimonio_rota_veraneio_0.pdf>.SILVA, Raquel Henriques da - Sobre a Arquitetura do Monte Estoril: 1880 -1920. In Arquivo de Cascais: boletim cultural do município [Em linha]. Cascais: Câmara Municipal. ISSN 0871-7834. N. 5 (1984) p. 9-22, [10] p. [Consult. 28 mar. 2023]. Disponível na internet:URL: https://biblioteca.cascais.pt/bibliotecadigital/a153/a153_item1/a153_PDF/a153.Conteúdo Digital:ImagemCódigo de Referência:PT/CMCSC-AHMCSC/AADL/CMC/L-E/001-009/176 CX 003