Plano de classificação

Chalet da Companhia do Cabo Submarino, em CarcavelosData de Produção Inicial:1988Nível de Descrição:Documento compostoExtensão/Dimensão:2 f.; 157 x 210 mmSuporte:PapelMenções de Responsabilidade:Silva, Raquel Henriques daFunção: AutorMiravent, LuísFunção: FotógrafoThe Eastern Telegraph Company Ltd.Função: ProprietárioFirma Pinto & Moura, Lda.Função: ProprietárioÂmbito e Conteúdo:Data: a. 1880.
Tipologia: Vasto chalet constituído por r/c e 1.º andar. Grande despojamento decorativo.
História: De acordo com Raquel Henriques da Silva, em «1872, os descendentes do morgado da Alagoa venderam a Quinta Nova de Santo António a uma companhia inglesa que escolheu a sua situação privilegiada para aí instalar a primeira Estação de Cabo Telegráfico Submarino. Se a companhia instalou a sua sede no luxuoso palacete que D. José frequentara cem anos antes, o grande número de empregados necessários ao funcionamento da "Estação" (que passou a ser também escola de formação de telegrafistas) e, sobretudo, a vinda de técnicos ingleses especializados, que chegaram acompanhados das famílias, tornou premente a questão dos alojamentos. Por isso, de um lado e outro da entrada norte da quinta devem ter sido construídos quase de imediato um conjunto de chalets de que resta hoje, com a traça primitiva, apenas um. Trata-se de uma construção compacta, dinamizada pela caraterística organização em cruz da planta, lida exteriormente pelo movimento dos vários corpos e dos telhados de duas águas. Os alçados, de tendência verticalizante, fecham-se ao exterior pelo reduzido número de vãos e a ausência de varandas e por aí sobretudo se adivinha a origem inglesa das construções, talvez contemporâneas do primeiro chalet Palmela, à entrada de Cascais, desenhado ele também por um arquiteto inglês. A este edifício utilitário falta naturalmente a ostentação do palacete, mas existe entre eles um cunho de familiaridade, exótica em paisagem portuguesa». A autora refere, ainda, que «segundo D. Maria Duarte (proprietária inical da Pastelaria Primavera, inaugurada a 10 de junho de 1920), este chalet, bem como dois outros existentes a seguir, pertenciam e foram fundados pela Companhia do Cabo Submarino para alojar os seus empregados superiores». No edifício funciona desde 1966 o Externato Miguel Ângelo, que, após obras de remodelação, conserva a tipologia inicial.
Tradição documental:OriginalTipologia documental:FichaEstado de Conservação:BomPaís:PortugalLocalização geográfica:Distrito/Região autónoma: LisboaConcelho: CascaisFreguesia: União das Freguesias de Carcavelos e ParedeLocalidade:CarcavelosQuinta Nova de Santo AntónioLocal:Rua Dr. Marques da Mata, 2 (atuais 19 e 41) - Chalet da Companhia do Cabo SubmarinoRua 5 de OutubroDescritores:Arquitetura de veraneioChalet da Companhia do Cabo SubmarinoEscolasExternato Miguel ÂngeloNotas:Data de Produção Inicial aproximada.Fontes e Bibliografia:SILVA, Raquel Henriques da - A arquitetura de veraneio em S. João do Estoril, Parede e Carcavelos: 1890-1930. In Arquivo de Cascais: boletim cultural do município [Em linha]. Cascais: Câmara Municipal. ISSN 0871-7834. N. 7 (1988) p. 93-174, [32] p. [Consult. 23 mar. 2023]. Disponível na internet:<URL: https://biblioteca.cascais.pt/bibliotecadigital/a176/.Externato Miguel Ângelo. Disponível na internet:<URL: https://externatomiguelangelo.com/ema/.Conteúdo Digital:ImagemCódigo de Referência:PT/CMCSC-AHMCSC/AADL/CMC/L-E/001-009/133 CX 003