Plano de classificação

Casal de Santa Luísa, no Alto EstorilData de Produção Inicial:1988Nível de Descrição:Documento compostoExtensão/Dimensão:2 f.; 157 x 210 mmSuporte:PapelMenções de Responsabilidade:Silva, Raquel Henriques daFunção: AutorMiravent, LuísFunção: FotógrafoLacerda, José deFunção: EncomendadorMachado, Álvaro AugustoFunção: ArquitectoÂmbito e Conteúdo:Data: 1907.
Tipologia: Conjunto de dois blocos geminados constituídos por r/c e 1.º andar. Gosto eclético entre soluções volumétricas originais e elementos correntes de gosto português, enriquecidos pelas composições em azulejo.
História: De acordo com Raquel Henriques da Silva, «José Lacerda que ativamente constrói nos anos de 1907-1908: além de uma casa para si próprio que não conseguimos localizar (ou foi demolida ou encontrar-se-á muito alterada), encomendou dois grupos de casas geminadas, um na atual Rua das Rosas [Casal de Santa Luísa] e outro na Maestro Lacerda. Todas estas edificações, publicadas na revista "A Construção Moderna" (n.º 269, Ano IX, 1909), são projeto do arquiteto Álvaro Machado, um dos nomes maiores da arquitetura portuguesa do início do século, e nelas encontramos a formulação de uma proposta de casa de veraneio, alternativa ao chalet, ao palacete e, significativamente, também à casa portuguesa. Nos dois conjuntos geminados que sobrevivem, com numerosas e graves alterações, salienta-se sobretudo o jogo volumétrico que organiza as bandas em corpos angulados. Na Rua Maestro Lacerda, essa angulação possui evidente sugestão "artes decorativas" que as grelhagens em ferro forjado das varandas sublinham. Na Rua das Rosas [Casal de Santa Luísa], destaca-se o tratamento dos cunhais em torsão vitalista que aponta citações arte nova, reforçadas pelos painéis de azulejos com a mesma filiação de gosto. As profundas alterações que este conjunto de casas sofreu (além da colocação de estores e marquises, das alterações da cor, a mais grave foi a introdução dos beirais portugueses que obviamente não existiam) impedem a apreciação do jogo entre o branco dessas fachadas breves e ondulantes e os azuis vivos dos florões que em azulejo se alongam em dois corpos femininos. Fora do ecletismo fácil, cheio de colagens e exotismos mais ou menos copiados de ilustrações de revistas, aqui se propunha outra coisa, onde a arquitetura não era mero instrumento de gostos, modas, sonhos e ostentação, mas uma realização específica, capaz de irradiar uma dinâmica criativa. Todavia, como tantas vezes acontece na cultura artística nacional, elas ali ficaram, esquecidas e amesquinhadas por acrescentos sem alma». A autora refere ainda que «apesar de numerosas alterações introduzidas que alteram o sentido arquitetónico inicial, os blocos mantêm em grande parte as notáveis composições em azulejo. Um dos padrões de azulejos está datado com o ano 1908 e assinado "J. Couto" [?]». O edifício foi demolido.
Tradição documental:OriginalTipologia documental:FichaEstado de Conservação:BomPaís:PortugalLocalização geográfica:Distrito/Região autónoma: LisboaConcelho: CascaisFreguesia: União das Freguesias de Cascais e EstorilLocalidade:Alto EstorilLocal:Rua das Rosas, 4 e 6 - Casal de Santa LuísaDescritores:Arquitetura de veraneioCasal de Santa LuísaNotas:Data de Produção Inicial aproximada.Fontes e Bibliografia:SILVA, Raquel Henriques da - A arquitetura de veraneio em S. João do Estoril, Parede e Carcavelos: 1890-1930. In Arquivo de Cascais: boletim cultural do município [Em linha]. Cascais: Câmara Municipal. ISSN 0871-7834. N. 7 (1988) p. 93-174, [32] p. [Consult. 14 mar. 2023]. Disponível na internet:<URL: https://biblioteca.cascais.pt/bibliotecadigital/a176/.Conteúdo Digital:Imagem 1Imagem 2Imagem 3Imagem 4Imagem 5Imagem 6Imagem 7Código de Referência:PT/CMCSC-AHMCSC/AADL/CMC/L-E/001-009/055 CX 001

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