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Cocheiras Santos Jorge, no Alto Estoril
Data de Produção Inicial:
1988
Nível de Descrição:
Documento composto
Extensão/Dimensão:
2 f.; 157 x 210 mm
Suporte:
Papel
Menções de Responsabilidade:
Silva, Raquel Henriques da
Função:
Autor
Jorge, António dos Santos
Função:
Proprietário
Norte Júnior, Manuel Joaquim
Função:
Arquitecto
Santos, Joaquim dos
Função:
Construtor
Vaz Júnior, Júlio Alves de Sousa
Função:
Escultor
Miravent, Luís
Função:
Fotógrafo
Lupi, Maria Antónia Cândida dos Santos
Função:
Proprietário
Schroeter, Ernesto Driesel
Função:
Proprietário
Âmbito e Conteúdo:
Data: 1896.
Tipologia: Vasta casa unifamiliar constituída por cave, r/c, 1.º andar e águas furtadas. Composição e volumetria tradicionais em gosto "chalet" de grande sobriedade, animada apenas na fachada pela utilização de cantarias nos vãos. De acordo com Raquel Henriques da Silva, a Casa Santos Jorge «obedece a uma volumetria tradicional em que a fachada principal, voltada a ocidente, restringe a sua importância em favor da fachada lateral a sul que funcionalmente se abre ampla sobre o mar. Os emblemas do veraneio são então as longas varandas de ferro forjado que debruam os andares, articuladas entre si por varões também em ferro, além da inclinação habitual dos telhados de duas águas, percorridos de águas furtadas. Na Casa Santos Jorge, evidenciando nas cantarias que ornam os vãos da fachada principal uma maior qualidade de programa do que a modestíssima Villa Castro (que, todavia, conserva melhor a tipologia inicial), a componente mais significativa não é a habitação, mas as cocheiras que, em 1914, foram projetadas pelo arquiteto Norte Júnior - símbolo maior da arquitetura eclética do concelho, que deve colocar-se a par dos seus mais destacados edifícios, elas veiculam um gosto compósito, aprendido na Escola de Belas Artes parisiense, desmultiplicado em exuberantes ornatos de cantarias que, em pontos fulcrais, dão corpo a máscaras, grandes lagartos ou uma ostensiva águia. Parece (segundo testemunho de D. Camila Schröter Viana Carneiro) que, além das cocheiras, o proprietário tencionava reconstruir, em moldes idênticos a sua casa, intenção que a morte impossibilitou. É, no entanto, significativo de uma maneira ainda oitocentista de entender o veraneio que Santos Jorge tenha primeiro construído as cocheiras para só depois pensar na casa. Nunca fora levada tão longe a fragilidade intencional com que a moda do tempo a dotava: como se o conforto burguês devesse ceder aos encantos inesperados de um provisório abrigo. E um gosto exótico, pessoal e indisciplinado livremente decidisse vestir as cocheiras com os ornatos habituais de um palácio».
História: Em 1896, o proprietário agrícola António dos Santos Jorge (1866-1923), casado com Maria Antónia Cândida dos Santos Lupi, mandou construir a sua casa do Estoril, "um edifício híbrido", de volumetria tradicional, vãos em arco e decoração muito sóbria, mas contaminada por citações típicas de casa de veraneio". A ampliação do edifício de habitação foi iniciada em 1907. No dealbar da década de 1990, depois de diversas transformações, a antiga casa de veraneio foi demolida. A herança deixada por seu tio, José Maria dos Santos, falecido em abril de 1913, transformou António dos Santos Jorge num dos proprietários da Herdade de Rio Frio, em Pinhal Novo, Palmela. Em 1914-03-24, António dos Santos Jorge comprou a Ernesto Driesel Schröter e sua mulher uma parcela de terreno entre a sua casa e a passagem de nível do Estoril, onde mandou erigir umas novas cocheiras, da autoria de Manuel Joaquim Norte Júnior (1878-1962). As Cocheiras Santos Jorge são um dos edifícios mais emblemáticos do concelho de Cascais. O edifício é característico da corrente eclética do início do século XX em Portugal. Distingue-se pelo forro de cantaria trabalhada das suas fachadas e pelo monumental conjunto formado pelo arco, estátua da águia e colunas que encimam a sua cobertura. Em 1996, o edifício foi classificado como Imóvel de Interesse Público.
Tradição documental:
Original
Tipologia documental:
Ficha
Estado de Conservação:
Bom
País:
Portugal
Localização geográfica:
Distrito/Região autónoma:
Lisboa
Concelho:
Cascais
Freguesia:
União das Freguesias de Cascais e Estoril
Localidade:
Alto Estoril
Local:
Rua de Olivença, 14 (atual) - Cocheiras Santos Jorge
Descritores:
Arquitetura de veraneio
Cocheiras Santos Jorge
Notas:
Data de Produção Inicial aproximada.
Fontes e Bibliografia:
SILVA, Raquel Henriques da - A arquitetura de veraneio em S. João do Estoril, Parede e Carcavelos: 1890-1930. In Arquivo de Cascais: boletim cultural do município [Em linha]. Cascais: Câmara Municipal. ISSN 0871-7834. N. 7 (1988) p. 93-174, [32] p. [Consult. 14 mar. 2023]. Disponível na internet:<URL: https://biblioteca.cascais.pt/bibliotecadigital/a176/.
Sistema de Informação para o Património Arquitetónico. [Em linha. Consult. 14 mar. 2023]. Disponível: URL: http://www.monumentos.gov.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id.
ANTUNES, Alexandra de Carvalho; ARAÚJO, Abraham Ferreira - Caraterização arquitetónica e construtiva das Cocheiras Santos Jorge, Estoril, Portugal. In Cidades, Comunidades e Territórios. [Em linha]. ISSN: 2182-3030. N. 29 (2014) p. 35-54. [Consult. 14 mar. 2023]. Disponível na internet:URL: file:///C:/Users/ggabriel/Downloads/9057-Article%20Text-25872-1-10-20160502%20(2).pdf.
Conteúdo Digital:
Imagem 1
Imagem 2
Imagem 3
Imagem 4
Imagem 5
Imagem 6
Código de Referência:
PT/CMCSC-AHMCSC/AADL/CMC/L-E/001-009/036 CX 001
Registos adjacentes
034 CX 001 - Chalets geminados, no Alto Estoril
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