Plano de classificação

Tipo de Entidade:Pessoa SingularForma Autorizada do Nome:Fonseca, António José Branquinho daFormas Paralelas do Nome:António MadeiraHistória:António José Branquinho da Fonseca, filho de Clotilde Madeira Branquinho da Fonseca e de José Tomás da Fonseca, nasceu em Mortágua, em 1905-05-04. Ainda que tivesse estudado na escola primária da Parede e no Liceu Passos Manuel, em Lisboa, no ano de 1921 rumaria a Coimbra, para concluir os estudos secundários, Em 1924 fundou, com Afonso Duarte, António de Sousa, Campos de Figueiredo, Vitorino Nemésio e João Gaspar Simões, entre outros, a revista "Tríptico", da qual se editaram nove números. Dois anos mais tarde editou "Poemas", lançando, ainda, em 1927, com José Régio e João Gaspar Simões, a revista "Presença", em que se destacou como codirector e colaborador até 1930, nomeadamente sob o pseudónimo de António Madeira. No ano de 1928 publicou a peça "A posição de guerra", concluindo, em 1930, a licenciatura em Direito na Universidade de Coimbra. Nesse ano fundou, também, a revista "Sinal", com Miguel Torga, ingressando, em 1931, na função pública, primeiro enquanto Conservador do Registo Predial da Comarca de Coimbra, depois como conservador do Registo Civil em Marvão e na Nazaré e ainda como Chefe de Secretaria da Comissão de Obras da Base Naval de Lisboa. Entretanto publicou "Zonas" (1932), "Mar coalhado" (1932), "Caminhos magnéticos" (1938) e "Teatro" (1939), quase sempre como António Madeira. Em 1942-01-02 foi nomeado Conservador do Museu-Biblioteca Conde de Castro Guimarães, em Cascais, onde desenvolveu durante dezanove anos um meticuloso trabalho em prol da divulgação do livro e da leitura e inaugurou as novas salas de leitura e de arqueologia do Museu, que dotou de Regulamento, Boletim e Guia. Nas suas palavras, «A lista dos livros adquiridos durante o ano de 1942 [...] informa a orientação que se pretende dar a esta biblioteca: não um arquivo dos séculos, mas uma biblioteca viva, um órgão de verdadeira cultura; decerto com o alicerce nas idades passadas, mas voltada para os dias de hoje e de amanhã». Não obstante, o momento mais simbólico da sua atividade ocorreria em 1953, ao conseguir implementar uma biblioteca itinerante, destinada a servir as localidades mais afastadas da vila, projeto pioneiro que foi mais tarde ampliado pela Fundação Calouste Gulbenkian, sob a designação de Bibliotecas Móveis. Paralelamente, a sua atividade literária progrediu, editando algumas das suas obras de maior sucesso: "O barão" (em 1942, ainda sob o pseudónimo de António Madeira), "Rio turvo e outros contos" (1945), a primeira série da antologia "As grandes viagens portuguesas" (1946), "Porta de Minerva" (1947), "Mar santo" (1952) e ainda "Bandeira preta" (1956). Convidado por Azeredo Perdigão para organizar e dirigir o Serviço de Bibliotecas Itinerantes na Fundação Calouste Gulbenkian, expandiu a nível nacional a experiência de Cascais. Neste contexto, em 1960 solicitou a dispensa do lugar de Conservador do Museu-Biblioteca. Entrementes selecionou o primeiro volume de "Contos tradicionais portugueses" (1963), "Poesias" (1964) e ainda a segunda série de "As grandes viagens portuguesas" e o segundo volume de "Contos tradicionais portugueses" (1966). Morreu em Cascais, em 1974-05-16.Data de Criação:2008-04-11